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Jornal Nacional ou simplesmente JN é um telejornal brasileiro, produzido e exibido pela Rede Globo desde sua estreia em 1969. Exibido no horário noturno, de segunda a sábado, é o telejornal mais assistido e reconhecido do país, tendo, ao longo de sua existência, acumulado diversos prêmios. Hoje, é apresentado por William Bonner e Renata Vasconcellos.

Vinheta

A vinheta é baseada na peça musical The Fuzz, composta por Frank DeVol para o filme The Happening (1967). O arranjo é de Aluisio Didier.

1º Dia do JN

O telejornal estreia em 1º de Setembro de 1969, às 19:55, com Cid Moreira e Hilton Gomes. Com o JN, a TV Globo é a 1ª emissora de TV do Brasil a entrar em rede nacional, através da Embratel. O nome do noticiário deriva de seu primeiro patrocinador, o Banco Nacional.

Hilton Gomes abre a primeira edição do JN anunciando: ''O Jornal Nacional, da Rede Globo, um serviço de notícias integrando o Brasil novo, inaugura-se neste momento: imagem e som de todo o país".

Começa com informações sobre o estado de saúde do Presidente do Brasil Arthur da Costa e Silva, vítima de um derrame que o afastou da presidência, dando lugar a uma junta militar. Outra notícia dada é a morte do boxeador Rocky Marciano.

No encerramento, Cid Moreira: ''É o Brasil ao vivo aí na sua casa. Boa noite".

Um fato curioso é que 01° de Setembro de 1969 foi o dia em que Muamar Kadaffi deu um golpe na Líbia, começando seu regime ditatorial, que só teria um ponto final na Primavera Árabe de 2011.

Cronologia

O JN se torna, em alguns anos, o mais importante e famoso noticiário brasileiro, alcançando altos índices de audiência. Durante a década de 1970, por interesse próprio, o telejornal dá ênfase à cobertura internacional e aos esportes.

Em 1977, Glória Maria é a primeira repórter do Brasil a entrar no ar ao vivo. Na ocasião, são inaugurados equipamentos portáteis para geração de imagens.

Em 1978, o filme 16mm começa a ser substituído com a instalação da ENG (Eletronic News Gathering), que permite a edição eletrônica de videoteipe, e a edição em VT aumenta a velocidade do telejornalismo.

De 1979 a 1981, o JN tem um cenário menor, com apenas um apresentador, Cid Moreira, uma vez que o outro, Sérgio Chapelin, desloca-se para o 2º Jornal da Globo, que dura só esse período, após o qual Sérgio volta a fazer par com Cid.

Entre 1981 e 1982, o Jornal Nacional - 2ª Edição vai ao ar, de 2ª a 6ª, às 23h10. Com o seu fim, entra no lugar o 3º Jornal da Globo, aquele que está no ar até hoje.

Em 1989, completando 20 anos, o JN estreia abertura e cenário novos, onde os símbolos do programa deixam de ter molduras e passam a tomar todo o fundo do cenário.

Na década de 1990, a qualidade do telejornalismo praticado pela emissora apresenta grande melhora. O Jornal Nacional passa a apresentar grandes furos de reportagem:

  • Violência policial na Favela Naval em Diadema
  • Entrevista com o foragido Paulo César "PC" Farias
  • Apuração de casos de fraudes na previdência social com a prisão de Jorgina de Freitas
  • Escândalo dos precatórios

Consolida-se a audiência e a confiança do público do telejornal.

Em 1991, pela 1ª vez uma guerra é transmitida ao vivo, a Guerra do Golfo.

Em 1994, completando 25 anos, pela 1ª vez uma cobertura de Copa do Mundo é ancorada ao vivo do país-sede, os Estados Unidos.

Em Dezembro de 1995, o JN foi encerrado com reportagem de 9 minutos (duração até hoje elevada pros padrões do telejornal) incriminando o Bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e da TV Record.

Em 2000, o JN muda o cenário de estúdio e começa a ser apresentado de dentro da própria redação, o que dá a sensação de interação.

Em 2001:

  • Indicação ao Emmy International devido à cobertura dos atentados de 11 de setembro
  • Conquista do Prêmio Esso de Jornalismo, na estréia da categoria "telejornalismo", com o trabalho Feira de Drogas
  • Estreia do site do Jornal Nacional

Nas Eleições 2002, o JN inova realizando entrevistas ao vivo no próprio cenário, com quatro candidatos à Presidência.

Em 2006:

  • Num link direto com a Estação Espacial Internacional, William Bonner entrevista o 1º astronauta brasileiro, Marcos Pontes.
  • Pedro Bial apresenta a Caravana JN, que, durante 2 meses faz reportagens sobre as eleições por todo o Brasil. A cada duas semanas, o JN é apresentado, ao vivo, por William Bonner e Fátima Bernardes, de uma cidade diferente do Brasil.

Em 2007, o JN faz reportagens especiais sobre a vinda do Papa ao Brasil, sobre a tragédia do Airbus da TAM, e sobre o Pan do Rio de Janeiro.

Em 2008, a cobertura do sequestro de Eloá Pimentel pelo ex-namorado faz o JN ser indicado pela 5ª vez em sete anos ao Emmy Internacional.

Em 2009, completando 40 anos, o JN estreia abertura e cenário novos.

Em 2010, o jornal lança o JN no Ar, que através de um avião visita cidades dos 26 estados e do Distrito Federal. O projeto é lançado na cidade de Macapá (AP) e conta com o comando de Ernesto Paglia. Em 2011, o projeto se torna fixo.

Em 03 de Junho de 2011, o JN entrevista com exclusividade o Ministro-Chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, 18 dias depois de reportagem do jornal impresso Folha de S.Paulo acusá-lo de ter ampliado seu patrimônio em 20 vezes entre 2006 e 2010, prestando serviços de consultoria. Sob forte pressão política e da população brasileira, o ministro aceitou falar somente com ''Jornal Nacional'', concedendo a entrevista em seu gabinete, no Palácio do Planalto, ao repórter Júlio Mosquéra. É sua 1ª manifestação pública desde o começo do escândalo. A entrevista é exibida com vários minutos de duração, o que faz William Bonner encurtar vários blocos grandes do JN, para que, no mínimo, a metade da entrevista seja levada ao ar (a entrevista na íntegra durou horas). A entrevista é divida em duas partes, ocupando dois blocos do telejornal.

Em 06 de Agosto de 2011, William Bonner e Fátima Bernardes, leem, no último bloco do Jornal Nacional, um resumo de um documento com os princípios editoriais das Organizações Globo. O texto descreve as normas e condutas que os veículos do grupo devem seguir para que seja cumprido o compromisso de oferecer jornalismo de qualidade. Uma carta do Presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho, e dos vices João Roberto Marinho e José Roberto Marinho apresenta o documento.

Em 23 de Outubro de 2012, o telejornal dedica 18 dos 32 minutos ao julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo 3min12s de notícias do dia, e o restante, um resumo das 40 sessões de julgamento.1

Emmy International

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Em 26 de Setembro de 2011, o telejornal ganha "o oscar da televisão mundial" na categoria "notícia" devido à cobertura da expulsão dos traficantes e a ocupação policial do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), em Novembro de 2010. É a 7ª vez em 9 anos que o telejornal chega à final, sendo a 1ª vitória.

Os jornalistas da TV Globo dedicam o prêmio à memória do jornalista Tim Lopes. Com a palavra, Ali Kamel, diretor da Central Globo de Jornalismo (CGJ).

''Em 2002, o Tim Lopes, nosso colega, foi assassinado ali na Vila Cruzeiro, denunciando o tráfico. Na ocasião, a gente prometeu continuar denunciando o tráfico e completar a história que o Tim não pôde. Quando recebemos o Emmy, os jurados sequer imaginavam que essa premiação teria ainda mais esse simbolismo. A conclusão de uma história que Tim começou em 2002."

Na cerimônia (dia 26), realizada nos Estados Unidos, William Bonner recebeu o prêmio e discursou em inglês. A reportagem no JN (dia 27) foi de quase 3 minutos. Quando Bonner voltou à bancada do JN (dia 28), ainda exibiu o prêmio ao vivo para todo o Brasil.
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Cronologia de Apresentadores

  • 1969-1971: Cid Moreira e Hilton Gomes
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  • 1971-1972: Cid Moreira e Ronaldo Rosas
  • 1972-1979: Cid Moreira e Sérgio Chapelin
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  • 1979-1981: Cid Moreira
  • 1981-1983: Cid Moreira e Sérgio Chapelin
  • 1983-1989: Cid Moreira e Celso Freitas
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  • 1989-1996: Cid Moreira e Sérgio Chapelin
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  • 1996-1998: William Bonner e Lillian Witte Fibe
  • 1998-2011: William Bonner e Fátima Bernardes
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  • 2011-2014: William Bonner e Patrícia Poeta
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  • 2014-até hoje: William Bonner e Renata Vasconcellos
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Grandes Momentos

  • 15 de Março de 1994 - Cid Moreira lê em horário nobre o direito de resposta concedido pela 18ª Vara Criminal do Rio de Janeiro (RJ) ao Governador do Rio, Leonel Brizola, contra a TV Globo.23
  • 06 de Agosto de 2003 - No dia da morte de Roberto Marinho, William Bonner se comove no fim do telejornal quando lê uma carta escrita pelos filhos de Marinho, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto. Depois dele e Renato Machado se despedirem, o jornal termina em silêncio, perdendo as cores e mostrando imagem de Roberto Marinho.4
  • 30 de Junho de 2012 - Ao vivo, o retorno do pianista Nelson Freire ao 1º palco de sua vida em São João del-Rei (MG). O telejornal termina com sua execução ao piano.
  • 28 de Janeiro de 2013 - O telejornal termina diferente: em lugar dos créditos, são exibidos em silêncio no painel do fundo da redação os nomes das 231 vítimas do Incêndio da Boate Kiss em Santa Maria (RS), ocorrido no dia 27.

Links Externos

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